Wedding Countdown
Diversos
17/2/10
Como eu sou muito brega fiz um “wedding countdown” / contagem regressiva para o casamento… rs
Fiz pelo The Knot.
Como eu sou muito brega fiz um “wedding countdown” / contagem regressiva para o casamento… rs
Fiz pelo The Knot.
Quando escrevi sobre A violência dos homens no futebol comentei sobre as instituições tipicamente masculinas que têm a violência como base. Vamos a alguns exemplos mais detalhados para que eu possa mostrar o motivo pelo qual tenho orgulho de ser mulher.
Bom, é o exército. A própria instutuição já é baseada na “luta” pela paz (já percebeu como é contraditório lutar pela paz?) É a violência em forma de uma venerada instituição.
Em um rápido lapso da minha vida eu quis ir para as forças armadas brasileiras e nisso vi que para as mulheres existem menos opções de carreira. E poucas delas tem a ver com contato direto com a batalha. Por quê? Porque mulheres não querem mesmo batalhar! Para falar a verdade, até hoje, as mulheres estão presentes em áreas menos “sangrentas” do exército:
“Atualmente, as mulheres estão inseridas em organizações militares em todas as regiões do país, principalmente nos Quartéis-Generais, nas Organizações Militares voltadas para a área de Saúde, nos estabelecimentos de ensino (como o Colégio Militar) e nos órgãos de assessoramento do Exército. Essa instituição não dispõe de batalhões femininos. Por elas não participarem ativamente, não se envolveram ainda, em operações militares, nem em missões de paz.” [fonte]
Sinceramente? Prefiro que ao invés de educarmos mulheres para a guerra eduquemos os homens para a paz.
Essa grande diferença acontece porque é muito mais fácil treinar homens que querem ser poderosos, querem ser fortes e já tem a vontade de brigar desde pequenos e transformá-los em assassinos do que fazer isso com mulheres.
Veja o absurdo desse vídeo de propaganda do Exército dos EUA:
O locutor, com aquele tom de voz típico de “homens super fortes que vemos nos filmes” diz:
Aqui você descobrirá a aventura, a chance de dar algo de volta ao seu país e um treinamento que prepara você de verdade para o futuro.
Ah, a aventura. Os meninos pulam de alegria ao saber que serão aventureiros. Mas o que me irrita nessa frase é que ela basicamente diz que somente o Exército prepara a pessoa para o futuro. Não a faculdade, não os pais queridos e protetores, não o amor. É a guerra que deixa você foda.
There is strong, and then there is army strong. (não sei traduzir essa frase)
No final ainda fica claro: você pode ser um homem forte. Mas o exército deixa você unicamente forte. É a força do exército. O que mais um guri precisa ouvir? Tudo que o meninos querem é mostrar para todos os outros que ele é mais forte.
E quando digo “meninos” é porque, para mim, todos esses “soldadinhos” são meninos. Homens não fazem isso.
—
Eu podia ficar realmente horas escrevendo sobre a forma que acontece a educação para o exército, a forma como esses homens se portam diante do mundo e a forma como homens saídos do exército literalmente viram monstros (se você tem estômago forte veja essa foto para saber o que eu quero dizer.) Mas tudo se resume à uma só palavra:
Violência.
—
O Exército é o resumo de tudo que o Ser Humano pode ser de ruim. E quem faz isso? Homens.
Isso é uma dica assim como qualquer dica que dou para algum amigo: comprei tal coisa e não gostei, não vá naquela loja! A diferença é que está escrita na internet e pode ser vista por outras pessoas, por mais tempo. O que pode ser considerado “utilidade pública” para alguns é “difamação e má-fé” para outros.
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O blog do meu noivo foi ameaçado de processo por uma empresa da qual ele falou mal no seu blog. Ele falou mal da experiência que teve da empresa e disse justamente isso: não comprem lá! Uma dica. Mas uma dica que ficou em segundo lugar no Google ao procurar pelo nome da empresa. Nada mais justo, já que o blog dele é muito bem visitado e muito bem rankeado pelo Google.
Mas não quero falar aleatoriamente sobre o caso então vou comentar os absurdos da carta.
Ps.: empresa Kmisetas, não processe ele por isso. Ele pode até, eventualmente, tirar a carta do blog, mas ela caiu na internet e, depois que isso acontece, não há o que se fazer. Está no webarchives, está no cache do Google, e agora está no meu blog – e talvez caia em outros – conforme-se, é assim que a internet funciona. Surprise – você não controla a internet! Qualquer coisa me processem por eu morar com ele e ter deliberadamente lido a carta do meu parceiro (com certeza fiz isso de má-fé, certo?)
Prezados Senhores,
Faço parte do escritório que cuida das ações da Idée Comércio de Roupas Ltda Me, empresa líder no Brasil na área de confeção de produtos personalizados on-line e proprietários da marca Kmisetas.
Querida empresa, dizer que sua empresa é líder não faz a gente esquecer das más experiências com ela e pensar “ei, ela é líder!” kakakaka isso só funciona pra comercial de Casas Bahia e olha lá!
Tomamos conhecimento através do site design.blog.br, de práticas de injúria, difamação e tentativa de se prejudicar deliberadamente a reputação do site Kmisetas e de seu atual colaborador [nome do colaborador], presentes em vosso website há 1 ano e 9 meses (post publicado em 11 de Março de 2008).
Tentativa de se prejudicar deliberadamente a reputação do site? Vocês acham que o mundo roda em torno de vocês? Que esse post foi uma conspiração contra sua sagrada empresa? Se liga! É apenas uma opinião, e assim como qualquer opinião sincera em um blog de sucesso ela tem repercussão. Isso de falar que o blogueiro foi “deliberadamente mau” deveria ser considerada difamação. Mais uma vez: o mundo não roda em torno da sua empresa.
Com a utilização de má-fé de alguns usuários no referido site, que propositamente mencionam, por diversas vezes, no post Aviso de falcatrua e em “Erros ao se criar um site” [URL], os nomes de pessoas físicas relacionadas à empresa Kmisetas e de um colaborador que trabalha neste site, [nome do colaborador], seu Blog fere princípios éticos e legais, responsabilizando, assim, os mantenedores e moderadores do mesmo pelo crime de Injúria e Difamação (artigos 139? e 140? no código Penal Brasileiro).
Alguém dá uma aula de internet para essa advogada? Comentaristas de um blog são leitores que resolvem dar uma opinião. O blogueiro não precisa controlar ou censurar os comentários. Não são usuários. São comentaristas. E eles têm todo o direito de contar suas experiências. E o blogueiro não tem nada a ver com a opinião deles. Se dezenas deles têm a mesma opinião sobre o seu produto… bem, talvez o problema não seja com eles, e sim com o produto. Certo?
Lembramos, através deste documento, que os senhores possuem responsabilidade civil e criminal por qualquer conteúdo presente no site design.blog.br e devem responder por este conteúdo de acordo com as leis vigentes.
Na realidade não. Está explícito no blog que o conteúdo dos comentários, especificamente, são de responsabilidade de quem os escreveu. Ninguém é responsável judicialmente pelos comentários deixados nos seu blogs, afinal eles são escritos por navegantes da internet que nada têm a ver com o blogueiro. Pasmem, mas às vezes nem conhecemos quem comenta em nossos blogs! Ohhhh. Tipo, não são nossos coleguinhas. Mais um intensivão sobre internet aqui, por favor?
Desta forma, Idée Comércio de Roupas Ltda Me, localizada à [endereço da empresa], sob o CNPJ [número], representada por sua procuradora infra assinada, solicita que V.Sas. imediatamente tomem as seguintes providências dentro do prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento desta carta:
Eles nem “pedem”, simplesmente solicitam que se faça o que querem imediatamente. Acho engraçado que todas as cartas enviadas a blogueiros têm esse mesmo tom de superioridade. Eles tentam humilhar e diminuir o blogueiro como se ele só tivesse uma opção: a de obedecer o que a empresa ofendida manda. Mal sabem eles que não são os primeiros nem os últimos a ameaçarem um blogueiro, e, mais uma vez, que sua empresa não é o centro do universo.
1. Removam quaisquer referências à empresa Kmisetas, por apresentarem em vosso blog opiniões baseadas em critérios subjetivos e com intuito claro e direto de prejudicar a empresa e seus mantenedores;
Acredito que um produto ruim recebido em mãos por um profissional da área de design não é bem um critério subjetivo. Mas pelo jeito para eles é. Bom, pensando bem discernir entre o que é subjetivo e o que não é subjetivo é algo subjetivo. Então deixa pra lá.
Nesse primeiro item mais uma vez existe uma injúria: acusam novamente o blogueiro de fazer o post com o intuito (claro!) de prejudicar a empresa. Ele passa de um disseminador de opinião a uma pessoa do mauque só quer prejudicar a santa empresa. De novo!
2. Imediatamente removam quaisquer referências à nomes de pessoas físicas vinculadas à empresa Idée Comércio de Roupas Ltda Me (Kmisetas), por incorrerem, desta forma, no crime de calúnia, injúria e difamação;
Então eu vou imediatamente retirar o que disse a todos os amigos (não compre nessa merda de empresa) também. Opa, isso não é possível. Então deixa pra lá.
3. Removam toda e qualquer mensagem explicitamente prejudicial, que vise expôr o nome da empresa (Idée Comércio de Roupas Ltda Me) ou de seu nome Fantasia (Kmisetas) por meio de postagens deliberadamente feitas sucessivas vezes afim de obter qualificação em sites de busca, com palavras que remetem à produtos comercializados no site Kmisetas (camisetas, camisas, etc) e com a palavra “Kmisetas”, ainda no tópico referido acima;
Isso é sempre hilário: pedem para remover as mensagens prejudiciais, mas nunca as boas. As boas podem ficar, claaaaaaro! xD
Ah, o fato do blogueiro ter uma ótima colocação no Google é algo bem trabalhado e pensado para maior quantidade e qualidade de visitas. Por incrível que pareça o blogueiro não aprende e usa técnicas ninjas de SEO especialmente para prejudicar a SUA santa empresa! Mas se vocês nem sabem usar a palavra postagem acho difícil que saibam o que é SEO.
4. Estabeleçam providências para que usuários do site não possam mais postar qualquer referência às empresas mencionadas nesta carta e às pessoas físicas que compõe estas empresas;
Essa é ÓTIMA! Eles EXIGEM que o blogueiro CENSURE os próprios visitantes! Essa parte para mim merece o prêmio de “falta de noção do ano em que estamos”.
5. Concordem por escrito que [nome completo do blogueiro] e qualquer outra empresa ou pessoa envolvida na operação do site design.blog.br não irão reproduzir através do seu blog qualquer referência às empresas Idée Comércio de Roupas Ltda Me, à marca Kamisetas ou às pessoas físicas que componham esta empresa;
O blogueiro não pode falar que foi ameaçado? Putz, que coisa, além de ser ameaçado e considerado do mau ele tem que ficar quietinho! Eles realmente acreditam que podem nos calar, né?
6. Comuniquem por escrito à procuradora que esta subscreve as medidas tomadas para acatar a presente carta.
Será que vale email? Ou, assim como os comentários feitos no post censurado, eles não respondem aos emails então tem que ser por carta (ui, que coisa mais 1995 ficar mandando carta.) Não dá para ser por MSN, fofa? #ironia – tudo bem, mandaremos carta já que email eles não respondem. Mas quero que paguem pelo selo.
Caso as providências acima não sejam adotadas ou V.Sas. não nos forneçam confirmação por escrito do cumprimento de tais providências dentro do prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento da presente, a Idée Comércio de Roupas Ltda Me não hesitará em tomar as medidas judicias cabíveis, incluindo uma ação judicial, visando a obtenção de medida liminar, reparação de danos, bem como o pagamento de custas e honorários advocatícios correspondentes.
#meprocessa
A empresa Kmisetas, há muito tempo no mercado, repudia o uso totalmente desmesurado e injusto de nomes de pessoas físicas extraídos de informações de domínio do site, assim como a atitude mal intencionada de prejudicar a emoresa e pessoas físicas relacionadas à mesma via internet ao invés de suprir eventuais reclamações pelo meio correto e justo. A empresa vem trabalhando arduamente afim de melhorar seus serviços e produtos diariamente e sempre comunica ao cliente, no momento de sua compra, sobre as características de suas camisetas e das limitações de sua tecnologia de estamparia. Lembramos que descrições e regras para se criar camisetas on-line são fornecidas no próprio site, ficando à critério do cliente enviar imagens nas dimensões e com resolução satisfatórias para que o produto lhe seja entregue com a qualidade esperada, bem como, selecionar corretamente o tipo de camiseta correto para cada tipo de imagem.
Aguardamos vossas imediatas providências e da confirmação da adoção das mesmas no prazo acima.
“Buáááá, você contou os podres da minha empresa!” em advoguês.
Detalhe para a forma como eles colocam a culpa da coitada da Cinara (quem fez as camisetas) – dizendo que ela é que não leu as instruções, ela que não seguiu as dicas do site, ela que fez tudo errado… claro que a parte dela ter feito tudo igual na outra empresa e a camiseta ter ficado linda e maravilhosa deve ser IGNORADA!
Sem mais para o momento,
São Paulo, 16 de Dezembro de 2009.
[Advogada e respectivo número OAB]
Embora isso não seja tão relevante vale lembrar que a carta foi mandada em 16 de Dezembro, chegando até nós no dia 23 de Dezembro. Sim, a empresa se preocupou tanto com o seu umbigo que nem pensou em como poderia encher o saco de um blogueiro em plenas festas! A gente aqui, preparando cookies, embrulhando presentes de Natal e pensando em planos para 2010 e a empresa “deliberadamente e claramente causa dores de cabeça a uma pessoa física inocente”. Uai!
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Se você está pensando em comprar camisetas personalizadas da empresa Kmisetas, desista. Ela pode até ter mudado o site ou melhorado a forma de atendimento, mas lidar com empresas de mente pequena nunca vale a pena! #ficadica
E, como sou uma pessoa de coração mole, deixo uma mensagem para empresas que estão pensando em fazer o mesmo:
A melhor coisa que você pode fazer é pedir um direito de resposta/réplica no post (está na Lei) e mostrar o que o blogueiro falou de errado e o que é verdade mas você está tentando melhorar. Isso sim faz bem para sua imagem. :) Processar blogueiro está muito old, queridos! Só piora a situação.
Aliás, como muita gente anda dizendo: parem de investir tanto no “departamento jurídico” que processa quem fala mal da sua empresa e invistam em melhoras que façam os clientes falarem bem!
Esse post faz parte da Blogagem Coletiva pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Pessoalmente eu não iria escrever nada sobre o assunto – não saberia dizer nada além do que já foi dito (e odeio ser repetitiva.) No entanto o fim do Brasileirão 09 me inspirou.
Fora o fato do Flamengo ter sido campeão outra coisa horrível aconteceu: uma guerra em Curitiba, onde o Coritiba jogou contra o Fluminense. Alguns torcedores Coxa-Branca ficaram realmente indignados com o fato do time cair para a Série B e resolveram destruir o próprio estádio e a cidade. Veja como ficou o estádio depois da guerra, no site da Globo.
Depois de ver a história se desenrolar fiquei com alguns pensamentos matutando na cabeça. Porém esses pensamentos só se “confirmaram” quando li um relato de um torcedor que estava no meio da muvuca. Para acompanhar o meu pensamento aproveite e veja o texto, postado no Ig.
Uma parte do texto diz assim:
“Centenas de homens, mulheres e crianças deitadas de bruços no chão do último andar do segundo anel do estádio. Parecia uma guerra. Crianças em pânico. [...] Algumas mulheres desesperadas com seus filhos queriam correr em direção à saída”
Eu não pude deixar de notar algo: a quantidade de mulheres que estava lá “fazendo” guerra. Vi o vídeo da batalha procurando por elas e não encontrei nenhuma. Aqueles homens que estavam invadindo o campo, mostrando a rôla, jogando cadeiras nos policiais, jogando placas de publicidade no juíz… esses são os homens que praticam a violência. Esses são os famosos homens “trogloditas” – que acreditam na violência e na humilhação gratuitas.
Que fique claro: isso não é culpa do futebol em si – qualquer esporte que esse tipo de homem goste pode ser cenário para isso. Em alguns esportes a violência é quase regra. Também não é culpa do nosso país – a violência está presente, por incrível que pareça, até nos países super desenvolvidos. A violência ligada o esporte, por exemplo, é o motivo da existência dos Hooligans. E, claro, não é culpa dos torcedores do Coritiba, pois esse tipo de situação já aconteceu e acontece o tempo inteiro em todos os cantos do Brasil, com torcedores de todos os clubes.
Pois bem: esse mesmo tipo de homem é o que continua a violência dentro de casa. Talvez nem todos aqueles homens batam nas suas mulheres, mas sem dúvidas todos eles teriam coragem. Porque a violência, para eles, é a forma de se mostrar no controle.
Este homem destrói o estádio do próprio time para mostrar que ele não é só um espectador – é praticamente uma forma de punir o time. É uma forma de dizer: “não sou um mero espectador, olha o que faço com o seu estádio quando você cai para a série B!”
Este mesmo homem continua a violência em casa. Usa a violência para mostrar para a mulher quem manda na relação. Usa a violência para mostrar aos filhos quem manda na família.
Essa violência, raramente, é vista nas mulheres. Afinal somos mulheres: quando nosso time perde nós choramos, ficamos tristes e chateadas. Quando começa um guerra no estádio nós fugimos e nos abaixamos. E eu tenho muito orgulho de fazer isso! O que para esses homens é “covardia” eu chamo de “paz.” As mulheres são pacíficas e por isso viramos vítimas dos violentos. Se olharmos bem o pensamento tipicamente masculino-troglodita de poder e humilhação é o motivo de tanta violência em casa, nos estádios e no mundo.
Não são todos os homens que pensam assim, é claro. Mas eu poderia ficar horas escrevendo sobre instituições tipicamente masculinas (como o exército ou a indústria pornô) que, justamente por serem instituições masculinas, são baseadas no poder dos homens em cima de outros homens e mulheres – com muita violência e humilhação como partes essenciais.
Como não vejo uma forma de mudar isso só me resta deixar uma mensagem aos trogloditas: usar a violência para mostrar que você tem o poder não te leva a ter poder. Porque os jogadores vão continuar jogando do jeito que eles quiserem mesmo com a sua destruição do estádio. Porque os relacionamentos irão continuar tendo o poder dividido igualmente entre duas pessoas que se amam. Porque, insistindo na violência, você continuará sendo nada mais, nada menos, que um enorme loser. E, mesmo que aos poucos, está todo mundo se dando conta disso. Fique esperto.
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Quando pensei em participar da Blogagem Coletiva eu gostaria de falar da violência “indireta” (psicológica) que acontece com todas as mulheres, todos os dias. Pequenos machismos, pequenas descriminações, pequenas imposições, pequenos subjulgamentos… porém sei que eu e outras mulheres podemos nos defender da violência psicológica com uma cabeça esclarecida e força de vontade.
Mas a violência nua a crua não sai da minha cabeça porque ela é “meio invisível.” A violência física contra uma mulher ainda é tão real e absurda quanto a violência nos estádios, e mesmo sendo condenada por todos ela é praticada por muitos. E contra um homem com uma placa de publicidade não há cabeça esclarecida que consiga se defender.
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Ps1.: mesmo sendo doida por futebol não consigo agir como um homem no estádio. Não consigo xingar o juíz ou o técnico. Não consigo mandar a torcida do outro time ir tomar no cu. Não consigo deixar de achar que essas atitudes são violência e humilhação gratuitas.
Ps2.: ao falar de futebol não consigo deixar de lembrar que, quando eu era uma pimpolha, eu ficava indignada do Coritiba poder jogar contra o Paraná. Eu falava pro meu pai: mas o Paraná é o estado e Coritiba é a cidade! Não tem um campeonato pros estados e outro para as cidades? Um estado não pode jogar contra uma cidade! rs… demorou muito até eu conseguir entender a lógica da coisa.
Acredito que inicialmente quem postou este link no Twitter foi o Rafael Ribeiro, mas não dá para dizer. O fato é que a análise deste “Site” serve como uma perfeita aula de Design. Sobre o que não fazer! Isso aqui é só brincadeirinha minha, meu blog pessoal não busca ensinar design. Mas é que são tantas coisas erradas juntas que eu não resisti! rs… vamos lá:

O primeiro detalhe é que não é um site feio. É um site horrível. Sites de 1995 eram mais bonitos. Hamonia e projeto de interface é algo que não existe nesse pseudo-vendedores-de-serviços-de-design.
Mas as grandes lições começam no portfolio de Logotipos deles (podia ser pior, podiam chamar de logomarca).

Tipografia é algo importante. Nunca use fontes grátis, baratas ou mal-feitas. Procure harmonizar bem quando mais de uma fonte é utilizada.

Nunca, nunca, nunca use fotos para um Logotipo. Um Logotipo deve ser feito de forma totalmente vetorial, para que possa ser escalonável.

Usar cliparts em gif em baixa resolução também está fora de cogitação. Nem preciso dizer o motivo.

Evite de fazer seu logo no Powerpoint. Não é definitivamente o programa feito para isso. Que tal Illustrator?

WTF??? Sério. Esse acima eu nem posso comentar.
Pensando bem… não, não é. xD Uma pessoa que procura por “Criacão de sites baratos” não é o cliente dos meus sonhos…
Ah sim, o site é http://www.criacaodesitesbaratos.com.br/ (não vou me dar ao trabalho de dar um link )
Me atualizando com meus feeds cheguei a textos sobre nomes de animais de estimação (aqui e aqui).
Adoro saber o nome dos pets das pessoas. É um momento único basicamente como escolher o nome de um filho… com a vantagem que pode ser algo mais maluco e eles não vão sofrer bulling por isso… rs…
Primeiro vou apresentar os meus:
Trótski, Leopoldo e Pixel
Trótski veio, naturalmente, do revolucionário russo. Eu sempre imaginei nomes homenageando gente “importante”, e como Marx parecia revolucionário demais resolvi dar o nome dele de Trótski =) Como existe uma certa dificuldade em chamá-lo as pessoas insistem em simplificar (o cara que escreveu a plaquinha dele colocou “Tróski” e minha irmã apelidou de Totó).

Leopoldo foi minha irmã que escolheu (vive comigo e eu que cuido – mas o gatinho é, originalmente, dela). Não sei direito o motivo, só chamo de Leopoldo quando é bronca, normalmente fica Léo.

Pixel foi o namorido que escolheu. Uma referência nerd no gatinho cheio de pintas. ^^ Sempre brincamos que quando ele crescer será um Mega Pixel (hahá!).

E os gatinhos dos amigos que sigo? Nomes super criativos! Alguns “humanos”, outros nem tanto…
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kakah@claudiaregina meu cachorro vai chamar McLovin, americano mas humano.
i9photoworks@claudiaregina cheeche ( cadelinha amstaff ) chong ( cachorrao pastor belga ) blase ( peixinho beta)
ibere@claudiaregina (ops!) ém adoro saber nome de pets! meus gatos chamam Fofuxo, Marzipan e Gâteau. :-D [Marzipan e Gâteau? Que delícia! kkkkk]
tatianaregis@claudiaregina gatos: Meg, Tom, Nicolas, Frajola, Ozzy, Johnny, Frederico Augusto e Yufa; cães: Kally, Billy e Felicidade [Que bonito Felicidade *.*]
Doduti@claudiaregina Já tivemos um Boomber, uma Katita, uma Minie e agora é a vez da Kumá. =)
joaofotografo@claudiaregina Petita e Fofuxa [Definitivamente nomes que vc não daria pros seus filhos kakakaka]
luciana
@claudiaregina, o meu gato se chama … Ed ! Como ele se mudou pra minha casa e eu não sabia o nome dele, chamava ele de Ed alguém ! hahaha [Adorei!]
gizelamocelin@claudiaregina O meu cachorro é o Brad =)
talitices@claudiaregina o meu é nenê.. ele é meio vesgo, tem dias que chamo de nê, nesguinho. Mas no inverno ele engordou e tá mais pra “gordin” XD
vinnycordeiro@claudiaregina Tive 3 pastores alemães, 1 macho 2 fêmeas: Nick, LaToya e Lili. E sim, a LaToya foi uma “homenagem” à irmã do MJ. :D
matheuslincoln@claudiaregina os gatos: são gatinha e saci, os cachorros: cadela, lula e mahassem, o hamster ratinho… [Nome da espécie é engraçado]
kikaluthor@claudiaregina Petit, Pingo, Tiquinho, Fred, Tutu, Nina, Chico e Pituca. Oi, eu sou a Kika e tenho um zoo em casa hahaha [Uau, o dia inteiro só pra alimentar cada um]
paulinhapenedo@claudiaregina ravena, minha mini-huskie siberiana (husky por parte de pai e poodle da parte de mãe – não me pergunte como isso aconteceu)
grasiani@claudiaregina tenho 2, Cheetara e Miusha
leoboudo@claudiaregina O gato: Batou (pron. “batú”, “gato” no Tchad, OK, escolhi com 14 anos), os cachorros: Jules (nome ? pra cachorra) e Socrate.
papaleguas@claudiaregina 2 gatas persa, Amy e Maga e uma Akita chamada Jade
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É como eu sempre digo, pets são tudo de bom, amigos de verdade, família que a gente convive por anos… *.*
Ah, meus gatinhos apareceram no Gatos em Foco, da Adriana Saito, olha só que chique!
Vejo um mundo onde egos são o motivo para estar tudo triste.
Onde quase todas as pessoas se levam a sério demais, se acham superiores demais, agem para si, falam sobre si, fazem filhos sem condições psicológicas ou financeiras para isso, ignoram o conhecimento sobre o próprio corpo, tentam sempre diminuir o próximo
.
Fazem sexo por status, gastam dinheiro por status, querem o conhecimento que traz status, buscam e buscam status.
Traem suas mulheres, traem seus pais, traem seus amigos, traem a paz e traem o mundo.
E o resultado é este mundo triste. Que me faz chorar ao perceber que sou pequena e inocente tentando acreditar que mais modéstia, fofura, riso e gentileza acabaria com todos os nossos problemas.
Só queria mais riso e menos traição. Mais fofura e menos status.
Mais gentileza e menos ego.
Um dia moças muito bem intencionadas criaram um grupo de discussão só para mulheres que, depois de um tempo, cresceu e virou um grande grupo de amigas e pessoas com interesses em comum. Elas resolveram se encontrar e o grupo virou um sucesso. Estou falando LuluzinhaCamp – versão só para mulheres do BlogCamp (e que para participar não precisa ter blog, é só ser mulher e ter vontade de colaborar), que nasceu lá em SP e foi se alastrando pelo país.
Vendo isso eu e Tine Araújo, as primeiras mulheres a participar ativamente do Grupo de Blogueiros de Curitiba, resolvemos trazer o grupo para cá.
Depois da criação da lista de discussão e da adição da Lis Comunello na organização do primeiro encontro aconteceu o Primeiro LuluzinhaCamp no Paraná.
Só vou dizer aqui que foi lindo, divertido, cheio de brindes fofos e meninas animadas! Como eu mesma escrevi o resumo do encontro lá no site oficial é mais fácil saber detalhes por lá mesmo: LuluzinhaCamp – como foi.
Adorei o encontro e espero que a gente faça muitos outros em breve. Mulher quando se junta é sinal de alegria, conversa e colaboração.
Não posso discordar dos muitos “intelectuais” que dizem que os livros do Dan Brown são modinha ou fáceis demais. Mas também não posso deixar de dizer que gosto.
Para mim ele não é bem um escritor, é um roteirista. Os livros dele têm um “ar Hollywoodiano” impossível de deixar escapar! Leio imaginando cenas de filme e por isso fiquei feliz – mesmo concordando com o comentário padrão de que “filmes baseados em livros nunca são tão bons quanto o livro” – que foram feitos dois longas baseados em suas histórias. Gosto de ver como filmaram algo que imaginei sozinha.
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Os livros realmente têm um defeito: são bem digeridos, considerando o leitor um ignorante. Mas é claro: best-sellers não são best-sellers à toa. Todos têm que entender para todos gostarem.
Então ele recorre àquele conhecimento de Discovery Channel em forma escrita e com uma história em volta. Pra mim tudo bem: eu gosto do conhecimento de Discovery Channel e gosto das histórias que ele cria em volta.
Além do mais ele brinca com “gente grande”. Religião, Louvre, Papado, Presidente dos US… não são histórias pra boi dormir. Vendo lugares, organizações e nomes renomados verdadeiros você lê misturando mentira com realidade. Mesmo sendo mastigado demais é divertido.
Posso dizer que Dan Brown é um dos únicos autores de livros de ficção que eu posso dizer que gosto. Ficção escrita acho chato. Como prefiro ficção em forma de filme nada mais justo do que gostar do livro que parece filme, né?
Se você ainda não leu e vai fazer isso lembre-se da minha dica: sempre o personagem que parece mais bonzinho, mais querido, sempre apoiando os personagens principais e sendo um amor de pessoa é o malvado no final. Sempre. Fica a dica ;)
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Quanto aos filmes baseados nos livros dele: gostei. Como sempre cortaram muitas passagens, muitos momentos de espera até um insight, muitos personagens, muitas relações entre personagens… mas no geral ficaram ótimos e lindamente produzidos.
Os filmes são ainda mais digeridos, claro, cortando muita explicação e indo direto pra ação.
Além do mais em O Código da Vinci tem a lindíssima fofíssima maravilhosa Audrey “Amelie” Tautou. Ela foi uma escolha certeira para o papel.

E em Anjos e Demônios tem o lindinho Ewan McGregor (só depois fiquei sabendo, na realidade, sou uma negação em reconhecer atores quando estão em papéis diferentes). Ele também foi a melhor escolha possível para o papel e não vou dizer o motivo pois isso seria spoiler. Mas tem a ver com ele ser uma gracinha rs…

Para quem não se acha superior demais para ler “livro pop” fica a dica: é divertido ler Dan Brown assim como ver um filme, só que demora mais. =]
Sabe o que faz pessoas serem famosas de verdade? Celebridades? Seja na política, na música, no cinema…
Elas não ficam em cima do muro.
Vi uma vez um “diagrama” que mostrava que ter uma opinião super a favor ou super contra algo é ótimo. Ter uma opinião neutra não te leva a lugar nenhum. E é bem isso que as pessoas fazem para serem famosas.
Ela poderia ser uma atriz qualquer, mas decidiu adotar crianças da África. Muita gente acha que é para se exibir, muita gente acha lindo, muita gente acha inútil, muita gente acha uma atitude de amor. Não interessa o que é, o que interessa é que as pessoas acham algo. E aquela outra atriz, que não fez nada de “errado” ou “certo” (afinal isso depende de cada um), não é nem lembrada.
Ele poderia ser um cara comum. Mas decidiu tentar falar sobre o comunismo, participar de revoluções. Tem gente que o ama, tem gente que o acha ridículo. Os caras que durante essa revolução ficaram em cima do muro não têm seus rostos estampados nem camisetas por aí.
Não preciso nem citar nomes, mas acredito que esses exemplos são o suficiente para ilustrar o que quero dizer.
Hoje vi dois fatos “acontecerem” no Twitter, os dois diretamente ou indiretamente relacionados com a idéia de “salvar o planeta”:
1. Pessoas falando mal da Hora do Planeta, falando como isso não leva a nada. Outras falando bem, que isso é necessário e útil.
2. Pessoas comentando sobre o caso de um blog que foi fechado por uma ação judicial realizada por uma ONG Vegetariana pois nele eram publicados posts que falavam “mal” do vegetarianismo e veganismo.
E eu, sempre quieta, olhando tudo. Sinceramente? Achei a maioria dos comentários dispensáveis. Poucos sabem do que estão falando.
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1. Sobre a Hora do Planeta
Tirando as pessoas que vão fazer isso porque viram no Fantástico existem pessoas otimistas e pessoas pessimistas – “ambientalmente” falando:
Se você é uma pessoa otimista deve acreditar que toda tentativa para reverter a situação de destruição do planeta é válida. Pequenas ações podem mudar algo e, aos poucos, poderemos acabar com os males que atingem a Terra como o excesso de população, a poluição e o consumo exagerado dos recursos naturais. Etc…
Se você é uma pessoa pessimista deve acreditar que não adianta fazer nada pelos diversos motivos: o ser humano não presta mesmo e não vai mudar. É parte do ciclo da terra nós a destruirmos. Isso tudo é enganação, a situação não está tão ruim assim. Todas as atitudes de tentativa de mudança são uma grande conspiração “dos poderosos”. Etc…
Pra mim as pessoas do primeiro grupo são todas românticas e sonhadoras. As do segundo grupo são todas alienadas de direita que lêem a Veja.
Teve uma pequena grande discussão sobre o assunto no post do Bruno Mendonça. Lá você vê os dois tipinhos que citei aqui. Pessoas otimistas X pessimistas. Como é tudo na base do achismo repito: todos bobinhos. Digo e repito: não acredito em achismo. Ciência faz sentido. Até as religiões fazem algum sentido. Achismo é só uma forma idiota de explicar algo que a pessoa não tem a menor idéia. Por isso “achadores” não têm o meu respeito.
“Acho” que vai funcionar porque “acho” que toda ação é válida (ah é? Então me prove. Historicamente, alguma coisa realmente funcionou?)
“Acho” que não vai funcionar porque “acho” que é tudo conspiração (tá bom, me mostre a conspiração). Não está acontecendo nada de errado (sabe que além dos artigos da Veja com ambientalistas de direita existem outras fontes né, amiguinho?).
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2. Sobre o vegetarianismo
Tenho que avisar que não só já fui vegetariana, vegan e até crudívora como ainda tenho muitos amigos e conhecidos que são ativistas pelo vegetarianismo.
Nessa área conheço dois tipinhos clássicos:
O vegetariano radical que não só acha que está fazendo todo o certo para um planeta melhor como não anda com pessoas que não são vegetarianas, não namora com pessoas que não são vegetarianas e só sabem conversar sobre vegetarianismo.
O “carnívoro” que de tão ignorante pensa que “vegetariano só come alface”.
Pra mim as pessoas do primeiro grupo são todas segregadoras e acham que estão cheias de razão só porque sabem de uma coisinha verdadeira (fatos científicos provam todos os benefícios para saúde, meio ambiente e economia que o vegetarianismo bem praticado traz, isso não dá para negar) – muitas vezes se esquecem que a saúde pessoal ou o meio ambiente não são relacionados só ao que você come ou veste – é tudo uma questão de estilo de vida. Ter amigos e saber conversar sobre arte também traz saúde.
As pessoas do segundo grupo são simplesmente ignorantes. Podem saber muita coisa sobre várias coisas, mas insistem em acreditar em bobagens como “só tem proteína na carne” ou “leite de caixinha é saudável”. Gente narrow-minded mesmo.
Pessoalmente assim que desisti de me chamar de vegetariana desisti de conversar sobre isso – muitos vegetarianos são um porre e quando o assunto é carne os “carnívoros” são um porre ao quadrado.
Ah sim, caso não conheça, o blog processado é o Ato ou Efeito. Li os artigos sobre vegetarianismo lá e só tenho duas conclusões:
O pessoal do AOE é o segundo tipinho. Eu poderia responder cada frase ignorante com um link de artigo científico diferente, se eu ainda me envolvesse nesse tipo de discussão.
O pessoal que processou eles não têm o que fazer da vida, só pode. Pelamordedeus né, processar um blog porque falaram mal da sua “seita”? Me poupe.
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Quando se trata de assuntos como esse deixo bem longe o ditado “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”. Prefiro é que nem falem de mim. Meu lugar é em cima do muro onde continuo me achando superior como uma boa pisciana.
E não, eu não acredito necessariamente em astrologia.
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Ps.: vejam a diferença entre um post em cima do muro e um levantando bandeira. É só comparar este aqui com o post do Bruno ou os do Ato ou Efeito. É o que falei lá em cima.