Posts da categoria: Poesia e música

Não houve nenhum progresso, houve?

O post anterior estava pronto faz uns 2 meses já. Deixei ele lá para postar em uma segunda (e hoje é terça, whatever). Já tava com a lista, era só eu colocar os links dos vídeos e fazer os comentários engraçadinhos. Hoje eu resolvi postar, fiz a pesquisa dos vídeos enquanto rolava meu shuffle no Itunes.

E do meu Itunes uma música brotou nos meus fones: War Is Over. Do John Lennon e da Yoko Ono.

Não faz tanto tempo assim que ouvi essa música com “outros ouvidos”, realmente prestando atenção. Na realidade foi quando estava aprendendo inglês e conseguia realmente entender o que era dito (isso faz uns… 6 anos).

Pois bem. Acho engraçado que essa música seja tocada somente no natal. Sim, o tema da música é o Natal e seu “segundo nome” é “Happy Xmas”, mas a música é tão mais que isso.

Sabe, é uma música tipicamente riponga. Vamos acabar a guerra. Paz e amor. Mimimimimi.

Isso não a impede de ser uma mensagem verdadeira, pois a guerra nada mais é do que a filha mais nova de todos os outros problemas que temos por sermos demasiadamente humanos.

Olha, eu sempre choro quando escuto essa música. Procurei um vídeo no Youtube para colocar aqui no blog e me deparei com o mais vizualizado de todos. É este aqui. Não sei quem fez, mas a única coisa que me passou na cabeça foi: a consequência de estarmos nessa situação é o fato de muitas pessoas olharem isso e não se abalarem. Parece algo totalmente inconsistente a se falar, mas é o que eu pensei.

Mas o que realmente me fez parar e pensar que a humanidade é uma merda foi um comentário que foi feito nesse vídeo:

“We really haven’t made any progress have we.”

Infelizmente a resposta é: não, meu amigo. Não fizemos progresso algum.

5 músicas para começar a semana (ou o dia)

Que tal uma lista de músicas para escutar naquela segunda feira quando tudo o que você queria era ficar em casa? Seja pelo friozinho em Curitiba, seja pelo fim de semana que passou muito rápido… essas canções fazem qualquer um partir pra próxima, sem medo de ser feliz! =D

What a wonderful world - Louis Amstrong

Veja no Youtube
Meu trecho preferido:
“I see friends shaking hands, saying ‘How do you do?’. They’re really saying ‘I love you!’.”
“Eu vejo amigos apertando as mãos, dizendo ‘Como vai você?’. Na realidade eles estão dizendo ‘Eu amo você!’.”

Essa música é a melhor possível para começar um dia de forma otimista. Para ser sincera esse aí de cima é um dos meus trechos preferidos. O outro é: “I hear babies cry, I watch them grow. They’ll learn much more, than I’ll never know”. Não é uma coisa linda?

Love can move mountains - Celine Dion

Veja no Youtube
Meu trecho preferido:
“Anything that we want to do we can do now, there ain’t nothing in our way”
“Qualquer coisa que quisermos podemos fazer agora, não há nada no nosso caminho!”

Está achando otimismo demais? Olhe a alegria do clipe… rs…

País tropical - Jorge Benjor

Veja no Youtube
Meu trecho preferido:
“Moro… num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza!”

Para os que, como eu, às vezes se vêem em uma completa falta de patriotismo :)

It’s a beautiful day - U2

Veja no Youtube
Meu trecho preferido:
“And see the bird with a leaf in her mouth, after the flood all the colors came out”
“E olhe o passarinho com uma folha no seu bico, depois da enchente é que as cores aparecem”

Embora essa música seja ligeiramente intrigante, ela traz sim uma mensagem otimista. Fora que a música, por si só, é uma delícia de ouvir.

Thank you - Dido

Veja no Youtube
Meu trecho preferido:
“And then you call me, and It’s not so bad”
“E aí você me liga, e percebo que não é tão ruim”

Para os românticos de plantão: sabe quando o dia já começa mal mas uma ligação (no caso de quem é moderninho como eu um email ou SMS) faz você sorrir? Então.

Otimismo demais?

Pode deixar que em um próximo post eu compenso esse excesso de otimismo e coloco a gente um pouco na realidade.

Autor Claudia Regina Categoria Poesia e música Comente Comente!

Qual dia da semana você mais detesta? Por quê?

Qualquer momento entre o domingo a noite e a segunda de manhã é triste, deprimente e tudo mais. E parece que tudo que é triste ou deprimente acontece nessas horas.

Domingo
Essa foi a minha foto do dia… domingo é dia de trabalhar. Pelo menos para quem tem jornada tripla como eu =T

De terça à sábado tudo é alegria. Afinal “sábado a noite tudo pode rolar”. Na realidade, na terça a noite também pode rolar tudo, quarta, quinta, sexta… mas domingo a noite e segunda de manhã… é batata.

Segunda-feira é, como opinião unânime de 10 entre 10 pessoas proletárias comuns, sinônimo de depressão.

Vou representar essa depressão com um pedaço daquela inteligentíssima música do querido Chico:

Todo dia eu só penso em poder parar,
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida prá levar,
E me calo com a boca de feijão…

Credo, depois desse post só me resta me enforcar em um pé de alface! kkkk chega de emisse por hoje! xD

Pergunta 42 (já Oo) do Projeto 365 Perguntas

Ballet

Ballerina

Essa foi a minha foto do dia (já estou no quinto dia do projeto 365 fotos!).

Isso porque por mais que eu não tenha feito balé propriamente dito, da forma que gostaria, fiz Ginástica Rítmica, e nossa equipe treinava muita coisa de dança e balé, além de GR. Então tive um contato bem próximo (tanto da beleza das apresentações quanto da dor de treinar e se esticar ao máximo).

Desde que me entendo por gente amo balé. Para ser mais específica: balé clássico. Essas apresentações de balé contemporâneo me irritam um pouco, sempre querendo passar alguma mensagem revolucionária ou idéia camuflada. Balé clássico tem simplesmente a beleza incomparável, sem desculpas. Fico babando mesmo.

De dançar acho que nunca tive aquele dom, mas de assistir… não existe coisa mais linda. O que me deixa triste é que aqui em Curitiba raramente aparece uma boa apresentação de balé clássico. E o clássico não pode ser meia boca, tem que ser bom mesmo - ou não sentimos a magia.

Para inspirar quem também gosta dessa arte, um vídeo com uma apresentação de Romeu e Julieta:

Falando em “Eu sou neguinha?”

Daqui a pouco vão pensar que meu blog só fala de música… rs… mas é que procurando o vídeo da Vanessa da Mata cantando “Eu sou neguinha?” - que a pouco descobri ser uma música do Caetano Veloso - para colocar no post anterior eu achei outro vídeo legal…

..a Cássia Eller cantando “Eu sou neguinha?“! E não querendo desmerecer a Vanessa da Mata… mas caramba. Como é possível uma pessoa sentadinha, tocando o violão, sem nem fazer esforço algum cantar desse jeito? Aquelas pessoas que parecem que estão falando, tamanha a facilidade de cantar! Ouça com seus próprios ouvidos… rs…:

Como eu disse: sim, eu me impressiono com a música - mais especificamente com alguns músicos.

Vanessa da Mata com “Sim” em Curitiba

Vanessa da Mata

Neste sábado (14/06/2008) o Shopping Curitiba ofereceu o show da turnê Sim, da Vanessa da Mata, para os participantes da promoção de Dia dos Namorados do Shopping.

Minhas considerações sobre essa promoção

Coincidentemente eu comprei o presente do meu namorado no Curitiba e quando o vendedor disse “ah, você ganha os ingressos para o show da Vanessa da Mata” fiquei feliz! Primeiro porque não era promoção estilo sorteio, era do tipo “comprou-ganhou“. A cada R$ 400,00 em compras no shopping a pessoa ganhava automaticamente um par de ingressos para uma das duas sessões exclusivas que foram realizadas no Teatro Guaíra.

Demora um pouco, mas acho que depois que Shoppings e lojas perceberem que - do ponto de vista do consumidor - é muito mais efetivo fazer promoções que distribuam prêmios de menor valor para todos os participantes do que fazer promoções mágicas onde somente 1 ou dois ganham um prêmio de valor altíssimo - como um carro.

Não precisa ser necessariamente o show da última turnê de uma das “musas” da MPB do momento, mas é claro que eu adorei a idéia! rs…

Agora sobre o show…

Lindo, lindo, lindo.

Produção: o show quase não atrasou, a iluminação estava fantástica, tudo super organizado… o show “rolou” super naturalmente, gostoso de assistir.

Músicas: apesar de conhecer mais as músicas do CD “Essa boneca tem manual” e aquelas mais famosas da cantora, todo o show foi bem legal de ouvir. Intercaladas algumas músicas novas com as mais conhecidas e todas com o ritmo delicioso típico da Vanessa da Mata.

Vanessa: uma simpatia só! Teve até uma hora do show que ela errou e nem se abalou por isso… rs… de repente, no meio da música “Eu sou neguinha?” ela fala: “PAROU!” - e a banda parou de tocar - “Errei, gente!”… rs… foi legal, principalmente porque ouvi duas vezes a minha música preferida - que depois descobri que nem é dela… *disfarça!*

Músicas que tocam - Whitney Houston (I Have Nothing)

Acho que esse pessoal que faz música tem algum parafuso a mais, não é possível.

Consigo entender códigos HTML e CSS tranquilamente, mas não consigo entender bulhufas de notas, tons e cifras. Mesmo não entendendo nada técnico sei que tem músicas que são boas (como a maioria das mais atuais) mas tem músicas que são indiscutivelmente maravilhosas.

É o ritmo? É a harmonia? É a voz? É a letra?

Não sei. Só que tem música que eu não consigo escutar sem me impressionar, todas as vezes.

Uma delas é essa da Whitney Houston, I Have Nothing. Alguém me explica como isso pode ser tão cativante:

Take my love, I’ll never ask for too much
Just all that you are and everything that you do

***

Aceite o meu amor, eu nunca vou pedir muito
Somente tudo o que você é e tudo que você faz

Essas paradinhas, essa cantora maravilhosa, essa letra… me impressiono mesmo (alguém não?).

Minhas férias em Paris ou 20 minutos sagrados em Curitiba

Estava andando pelo centro de Curitiba nesse inverno de vento gelado - quando a sensação térmica fica bem abaixo de zero - entre um compromisso e outro. Naqueles momentos quando você tem 20 minutinhos, e não sabe muito bem como aproveitá-los. 20 minutos livres no meio de uma correria, de um trânsito caótico de carros e um trânsito caótico de idéias. Às vezes elas [as idéias] parecem só um caos mesmo.

Crossing the street - by GettyImages

Nesta caminhada passei em frente à um café. Já havia estado ali uma vez ou duas, e por mais que eu seja do tipo “não-tenho-tempo-para-o-café”, o lugar acolhedor me chamou para um momento de férias. Foi um convite silencioso, mas irresistível, e resolvi entrar.

Neste momento, em Curitiba [pelo menos sob o meu olhar], em meio à frieza do clima e dos rostos, naquele horário em que não está claro nem escuro, tudo pareceu rodar um pouco em câmera lenta.

Smoking - by GettyImages

Não havia lugar para não-fumantes, mas não me importei. Embora eu me sinta um pouco enjoada com o cheiro dessa droga e evite até conviver com algumas pessoas que exageram na dose, nessa hora achei até que combinou. Sentei naquela poltrona de canto e aproveitei o clima não tão frio de dentro do café. Não tinha música ambiente, embora eu pudesse escutar ao longe algumas notas da trilha sonora de Amélie Poulain [certamente vindo de minha imaginação]. O som ambiente era de conversas, máquinas de cartões de crédito, algumas buzinas ao longe e carros, muitos carros, passando em frente.

Com a desculpa de comemorar um novo emprego, resolvi liberar um pouco a mente dos pensamentos que correm loucos dentro dessa minha cabeça. Como este trabalho veio a calhar bem no momento que eu estava prestes a sair da outra empresa, eu não tive sequer um dia de férias. Sonhei em pegar pelo menos alguns dias só para limpar a mente. Mas acho que alguns dias não seriam tão eficazes quanto aqueles 20 minutos.

Cafe - by GettyImages

Pedi um café nem muito forte nem muito fraco - isso foi exatamente o que eu disse para a atendente - com um belo creme por cima, além de uma fatia de torta de morango com chocolate.

Os homens provavelmente nunca vão entender o prazer e a satisfação que é fazer isso. Será que eles imaginam a felicidade que traz às mulheres um café [com creme, para que não fique amargo] e uma fatia de algo feito basicamente de açúcar?

Cake - by GettyImages

Bom, certamente, para os nutricionistas, essa combinação não faz bem algum. Mas para minha saúde mental foi um santo remédio. Depois de tanto tempo cuidando de minha saúde e de minha estética seguindo regras que eu mesma criei, tenho todo o direito de violá-las.

Como raramente acontece, eu realmente não estava mais pensando no trabalho, nos problemas, no clima, na dificuldade, na falta de ética, na incompetência humana, nos planos, nos compromissos… eu estava pensando: “eu me sinto bem assim”.

Sitting - by GettyImages

Olhei o relógio, e já um pouco atrasada para o próximo compromisso, fui pagar. Uma quantia insignificante, que foi embora da conta como um peso que fugiu das minhas costas.

Ao sair pela porta e encarando o clima e os rostos frios novamente, pensei sobre aquele momento e como deveira escrever isso antes que se perdesse no tempo e no espaço de meus pensamentos ligeiros. Realmente. Esses pensamentos logo voltaram e tomaram o lugar daquela sensação momentânea indefinida. Mas houve tempo para escrever.

Quem você gostaria de conhecer? Essa pessoa pode estar viva ou não.

Só conhecer não me faria muita diferença, mas eu queria muito poder sentar e bater um papo com a Frida Kahlo, uma pessoa que parecia ter uma mente muito, mas muito além do regular da sua época. Na realidade, acho que ela ainda estaria à frente da época de hoje também. Admiro muito, mas muito mesmo, esta artista - e não só pela sua arte, mas pela própria vida pessoal dela.

Frida Kahlo
Os quadros dela são tão fortes que vai além da tristeza/depressão. Muito além. O que você sente?

Se pudesse escolher mais um com certeza seria Bertolt Brecht, um cara que tinha idéias - literalmente - revolucionárias. Seria um prazer enorme conhecer o escritor.

Abaixo um dos poemas que mais gosto dele, chamado: “Aos que virão depois de nós“.

Aos que virão depois de nós.

I

Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

Eu queria ser um sábio.

Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II

Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.

Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.

Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.

Projeto 365 Perguntas

What I resist, you love, no matter how low or high I go

Everything - Alanis Morissette



I can be a nightmare of the grandest kind
I can withhold like it’s going out of style
I have the bravest heart that you’ve ever seen
And you’ve never met anyone who’s as positive as I am sometimes

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I’m ashamed
There’s not anything to which you can’t relate
And you’re still here

I blame everyone else, not my own partaking
My passive-aggressiveness can be devastating
I’m the most gorgeous woman that you’ve ever known
And you’ve never met anyone who’s as everything as I am sometimes

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I’m ashamed
There’s not anything to which you can’t relate
And you’re still here

What I resist, persists, and speaks louder than I know
What I resist, you love, no matter how low or high I go

You see everything, you see every part
You see all my light and you love my dark
You dig everything of which I’m ashamed
There’s not anything to which you can’t relate
And you’re still here

And you’re still here
And you’re still here…

Autor Claudia Regina Categoria Poesia e música Comente Comente!