Instituições masculinas vs Violência – Exército
Diversos
25/1/10
Quando escrevi sobre A violência dos homens no futebol comentei sobre as instituições tipicamente masculinas que têm a violência como base. Vamos a alguns exemplos mais detalhados para que eu possa mostrar o motivo pelo qual tenho orgulho de ser mulher.
Exército
Bom, é o exército. A própria instutuição já é baseada na “luta” pela paz (já percebeu como é contraditório lutar pela paz?) É a violência em forma de uma venerada instituição.
Em um rápido lapso da minha vida eu quis ir para as forças armadas brasileiras e nisso vi que para as mulheres existem menos opções de carreira. E poucas delas tem a ver com contato direto com a batalha. Por quê? Porque mulheres não querem mesmo batalhar! Para falar a verdade, até hoje, as mulheres estão presentes em áreas menos “sangrentas” do exército:
“Atualmente, as mulheres estão inseridas em organizações militares em todas as regiões do país, principalmente nos Quartéis-Generais, nas Organizações Militares voltadas para a área de Saúde, nos estabelecimentos de ensino (como o Colégio Militar) e nos órgãos de assessoramento do Exército. Essa instituição não dispõe de batalhões femininos. Por elas não participarem ativamente, não se envolveram ainda, em operações militares, nem em missões de paz.” [fonte]
Sinceramente? Prefiro que ao invés de educarmos mulheres para a guerra eduquemos os homens para a paz.
Essa grande diferença acontece porque é muito mais fácil treinar homens que querem ser poderosos, querem ser fortes e já tem a vontade de brigar desde pequenos e transformá-los em assassinos do que fazer isso com mulheres.
Veja o absurdo desse vídeo de propaganda do Exército dos EUA:
O locutor, com aquele tom de voz típico de “homens super fortes que vemos nos filmes” diz:
Aqui você descobrirá a aventura, a chance de dar algo de volta ao seu país e um treinamento que prepara você de verdade para o futuro.
Ah, a aventura. Os meninos pulam de alegria ao saber que serão aventureiros. Mas o que me irrita nessa frase é que ela basicamente diz que somente o Exército prepara a pessoa para o futuro. Não a faculdade, não os pais queridos e protetores, não o amor. É a guerra que deixa você foda.
There is strong, and then there is army strong. (não sei traduzir essa frase)
No final ainda fica claro: você pode ser um homem forte. Mas o exército deixa você unicamente forte. É a força do exército. O que mais um guri precisa ouvir? Tudo que o meninos querem é mostrar para todos os outros que ele é mais forte.
E quando digo “meninos” é porque, para mim, todos esses “soldadinhos” são meninos. Homens não fazem isso.
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Eu podia ficar realmente horas escrevendo sobre a forma que acontece a educação para o exército, a forma como esses homens se portam diante do mundo e a forma como homens saídos do exército literalmente viram monstros (se você tem estômago forte veja essa foto para saber o que eu quero dizer.) Mas tudo se resume à uma só palavra:
Violência.
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O Exército é o resumo de tudo que o Ser Humano pode ser de ruim. E quem faz isso? Homens.



Um Comentário
Não digo que reinaria a paz se as mulheres governassem o mundo, porque a guerra da mulher é diferente, é na base da estratégia, falsidade e traição.
O ideal seria mesmo nos esforçarmos todos para sermos pessoas de bom senso, para compreender o que nos é estranho, aceitar o que é diferente. E principalmente, largar mão de querer se dar bem nas costas dos outros.
Aceitar o diferente resolveria o problema das guerras “santas”, e deixar de querer passar a perna no outro resolveria as disputas por territórios ricos em algum recurso natural que gere muito lucro.
Claro que é impossível conciliar os interesses de mais de 6 bilhões de pessoas, divididas em milhares de culturas e crenças diferentes. Mas o esforço pela diplomacia com certeza seria capaz de fazer um mundo melhor.