Ele: Quando dava seis horas nós ficávamos em volta do computador e líamos a página do dia seguinte, fazíamos os ajustes finais, colocávamos alguns eufemismos para nos divertirmos…
Ela: Por exemplo?
Ele: Ele era um cara jovial – significava que ele era alcóolatra. Ele valorizava a privacidade – gay. Ele aproveitava sua privacidade – extremamente gay.
Ela: Qual seria o meu eufemismo?
Ele: Ela era… estonteante.
Ela: Isso não é um eufemismo.
Ele: Sim, é.
Não, essa não é a cantada infalível. É só um exemplo de uma cantada infalível.
Desculpe desapontar quem estiver lendo, mas a cantada infalível não tem receita. Não existe esta ou aquela que funcionam com todos os pretendentes – seja você homem um mulher. O que muita gente não sabe é que as cantadas mais infalíveis são aquelas que se encaixam no contexto do momento, com aquela pessoa, com aquela conversa, com aquele timing.
A cantada infalível é a criatividade
A cantada que usei como exemplo, tirada do filme “Closer“, mostra como todas as cantadas deveriam ser: dentro do contexto da conversa, com criatividade.
As clássicas de pedreiro como “ô, lá em casa” ou “xuxu da minha marmita” podem até divertir, mas não vão fazer alguém ficar sem palavras.
E se o seu objetivo é conquistar alguém (seja por um momento, uma noite ou por muito tempo) você tem que deixar a pessoa sem palavras. ;)
Escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho?
Cada um tem pelo menos um sonho bem guardadinho, só seu, e que pretende fazer, nem que seja uma só vez. Na minha opinião temos que fazer mesmo, sem medo, qualquer coisa que seja reversível. Pois é, eu não acho que temos que fazer “o que der na telha”, somente o que podemos reverter em caso de arrependimento.
Na famosa frase que citei acima “ter um filho” é algo para se pensar duas vezes. Afinal ter o seu próprio pimpolho é algo irreversível e ele pode ser uma gracinha quando bebê, mas nunca se sabe se ele vai precisar de você até os 18, 20 ou 50. Nunca se sabe se ele não vai te matar para ficar com a herança (ué, vamos ser realistas né!). Nunca se sabe se ele vai ganhar um Oscar… é algo imprevisível.
Eu tenho dois filhos, mas eles não vão me assassinar pra ficar com a herança… rs… esse aí de cima é um deles. =)
Sobre escrever um livro e plantar uma árvore: são idéias interessantes. Eu já plantei uma árvore. Agora só me falta escrever um livro. Do jeito que sou tagarela com as palavras escritas não duvido que isso aconteça antes dos 30! rs…
Hoje uma vendedora de telemarketing me ligou e percebi que essas vendas por telefone estão cada vez mais ousadas! Fiquei indignada… abaixo um “resumo” da ópera:
- Boa noite! A Claudia Regina está? - Sim, é ela.
- Oi Claudia!! Tudo bem? (não me deixou responder) Então, você gosta de inglês, sua família gosta de inglês? (não me deixou responder novamente) Sou da editora Globo e a revista Época está com uma promoção super legal, você assina e revista e ganha um curso completo de inglês! - Desculpe, eu já falo inglês.
- Fluentemente? - Sim, fluentemente.
- E ninguém que mora com você teria interesse? - Eu moro sozinha (contendo um risinhos).
- Bom, eu vejo aqui que você assina a Marie Claire, você não tem interesse em uma revista mais informativa?
Pausa: ótima vendedora, hein? Me chamando de burra por tabela ¬¬” já me irritei
- Ah, as revistas informativas eu pego todas grátis na internet. Assino a Marie Claire justamente porque não tem disponibilidade na internet.
- Mas você não tem interesse em uma revista mais informativa, Época, Galileu? - Eu leio tudo na internet.
- … - …
- E o que você faz hein, Claudia? - Eu trabalho com fotografia.
- Ah! Então tenho uma revista ótima para você! A Criativa! Ela da sua área!
Pausa: vejam o site da Criativa. Parece uma revista de fotografia para vocês? Nem pra mim, e eu já sabia disso.
- Eu prefiro esperar terminar minha assinatura da Marie Claire, depois assino uma outra revista.
- (aqui ela falou um monte de como a Criativa é essencial para a minha vida). - Fica pra próxima amiga, vou esperar acabar a assinatura da Marie Claire.
- Eu vejo aqui que você já terminou de pagar a assinatura da Marie Claire! - (pensando: “por que diabos eles têm todos esses dados?!”) Sim, já terminei de pagar mesmo.
- Então! Você pode assinar a Criativa com (aqui os preços imperdíveis), é uma revista ótima para complementar o seu trabalho e a Marie Claire. - Fica pra próxima! Estou economizando.
- Não é um gasto! É um investimento no seu trabalho e no seu conhecimento.
Pausa: a Criativa é um investimento no meu conhecimento? Me poupe! Queria ter dito que não preciso ficar esperando uma revista chegar todo mês porque tenho acesso a muito mais conhecimento em uma busca no Google, mas não tava tão ácida assim.
- Deixa eu confirmar o seu endereço? É na Rua Fulano de Tal, número tal? Bairro tal? - É esse mesmo.
- Então eu vou estar te mandando o primeiro exemplar da Criativa em embalagem impermeável e segura… -… pera lá! Eu já disse que não vou assinar a revista hoje!
- Mas você confirmou o endereço! Você tava confirmando, pensei que você tava confirmando a compra e…
Pausa: que audácia!
- Olha, faz o seguinte, você deve ter o meu e-mail aí, manda um e-mail com essas suas promoções e se houver interesse eu entro em contato.
- (aqui ela explica porque a promoção só é válida naquele momento e por telefone) - EU NÃO VOU ASSINAR. FICA PARA A PRÓXIMA.
- Tá bom, obrigada… tchau. (super brava)
Antes de partir para as perguntas 40 e 41 do Projeto 365 Perguntas vou falar um pouco sobre a beleza:
"Ditadura da beleza"
Fico indignada quando escuto alguém falando uma besteira como: "é um absurdo essa mídia de hoje em dia com essa ditadura da beleza dizendo como todos devem ser magros"
Pera lá! Vamos por partes:
Ditadura da beleza?
Será que o conceito de beleza é algo que se impõe? Talvez existam tendências, escolas e hypes – mas beleza mesmo, aquela da essência, não se discute. As artes estão aí para provar isso.
Porém, quando passamos a falar sobre a beleza do corpo humano na realidade estamos nos referindo à reação dos outros seres humanos. Normalmente eu diria "do sexo oposto", mas ultimamente tenho percebido que esse termo vai entrar em desuso muito cedo. Assim como piadinhas de gays/viados/sapatões estão cada dia mais perdendo a graça. Uma pausa para darmos uma viva à evolução – já era hora.
Para não ficar dúvidas: ninguém pensa na beleza intrínseca da Mulher Melancia – aliás, se quiser se divertir pergunte para um homem se ele pode falar mais sobre a beleza intrínseca da Mulher Melancia -, os homens simplesmente pensam que ela é gostosa. E quando se usa o termo gostosa é porque estamos falando de comer ela (no bom sentido). E, se estamos falando de comer a Mulher Melancia, então quer dizer que essa beleza não tem nada de intrínseca! Muito pelo contrário, ela é dependente da atração sexual resultante da bunda enorme daquela guria! Então a beleza dela depende de uma atração sexual instintiva do ser humano (os motivos para peitos e bundas serem os preferidos você encontra a um Google de distância!).
Resumindo: Beleza – com B maiúsculo – não se discute.
Não existe ditadura da beleza de uma música ou de uma obra de arte, pois é uma beleza intrínseca.
Não existe ditadura da beleza dos nossos corpos, pois é uma beleza baseada em algo que é igual em todos nós: instinto [sexual].
É claro que, ainda bem, não somos somente corpinhos passeando por aí. Temos cérebro e usamos ele bastante, então isso também ajuda na hora da atração. Por isso já vou dizendo: não sou "contra" gordos. Não acho todos os gordos feios. Assim como não acho todos os magros bonitos. Se eu usasse só meus instintos, seria assim, mas não é o que acontece. Eu uso meu cérebro para criar outras "margens de corte". Barba, óculos, esperteza, audácia, sarcasmo: são coisas que me atraem, independente do peso de seu portador.
Hoje em dia?
Na época das cavernas era diferente de hoje? Mais para frente, na idade média, será que era diferente? Por mais que em algumas épocas ser gordinho fosse chique, não quer dizer que fosse bonito. Tanto que reis e socialites de suas épocas não se contentavam com suas mulheres gordinhas e chiques. Se fôssemos falar de beleza, mesmo mesmo, eles preferiam a escravas magrinhas e sedutoras.
Época é irrelevante para instintos, a não ser quando falamos em períodos de bilhões de anos. Como o ser humano está longe dessa marca, o instinto de uma gordinha moderna de hoje lutando pelos direitos de seu Big Mac está no mesmo patamar do instinto de uma mulher sendo puxada pelos cabelos lá na época da pedra polida. Se pudessem escolher as duas iriam preferir passar uma noite com o Jhonny Deep do que com o Jô Soares – e desculpe te decepcionar, mas não é a mídia que disse isso não, afinal a mulher das cavernas não assistia novela.
Então chegamos na mídia
Claro que mídia não é só televisão e revistas, mas com certeza são os meios mais utilizados para a suposta ditadura da beleza ser espalhada. Vou ser simples e direta nesse ponto: são empresas de pessoas que querem sobreviver assim como eu e você, e fazem o que for por isso. Se o público se interessa por Mulher Melancia, é Mulher Melancia que eles colocarão na mídia. Que mania de querer uma mídia fofinha e politicamente correta que busca a paz mundial.
Quer verdadeira intelectualidade e fatos? Vá ler um livro, pesquisar e estudar. O papel da mídia não é mais – se é que já foi – o de ser a única fonte de informação inteligente e séria ou notícias importantes. Na realidade o papel da mídia – e quando falo "da mídia" me refiro principalmente à TV e Revistas – agora é divertir. Papel necessário, é claro, pois ninguém é de ferro e pode escolher como quiser sua forma de diversão.
Finalmente chegamos na magreza
Essa história de luta pelos direitos de ser gordo e "comer feliz o que acha gostoso" para mim tem cara de coisa que o McDonald’s criou. Sociedades e grupos de gordinhos nos Estados Unidos existem em montes, só para celebrar o fato de que eles sim vivem a vida felizes comendo bastante. Desculpe, mas para mim eles só estão celebrando o enriquecimento de empresas privadas que não estão nem um pouco preocupadas com elas – além de "celebrar" sérios problemas de saúde relacionados à obesidade (e não são poucos). Ser gordo não é questão de opinião pessoal, pois não é "opcional". É algo que infelizmente faz mal à saúde.
Sempre digo: se a pessoa é magra não quer dizer que ela é necessariamente saudável, pois existem formas para ficar esbelto que são o oposto de saúde: vide transtornos alimentares, dietas malucas e exercícios sem moderação. Porém, quando uma pessoa é saudável (não só no quesito alimentação, mas todo o estilo de vida), ela é necessariamente magra, e pronto.
É claro que nós, como indivíduos, não nos resumimos à nossa aparência. Mas um padrão de beleza existe e isso não podemos discutir.
Agora, vamos às perguntas! :)
Qual parte do seu corpo você gostaria de mudar? Todo ele, é claro! Ué, por que o espanto? Sou um ser humano oras bolas, sempre estou descontente com o que tenho!
Qual parte do seu corpo você não mudaria de jeito nenhum? Ok, ignorando a resposta acima: gosto do formato do meu rosto. Minha boca também é legal, talvez manteria. Ah é, a cintura. Minha cinturinha de pilão eu deixaria intacta! \o/
Quando tenho crises de Pollyanna sim, me sinto uma criança. Inocente e vendo o mundo todo colorido. Inclusive, meu primeiro post no blog foi durante uma crise de Pollyanna… rs… mas elas são leves. Positiva sou sempre, mas às vezes sou uma positiva ligeiramente reclamona!
Agora, se tem uma coisa de criança que eu adoraria fazer hoje…
…é acordar em um dia de frio e dizer: “hoje eu não vou!”. Tudo bem que eu não era paga para ir para a aula… mas eram bons tempos. Ser estudante é bom por isso, ninguém depende de sua presença na aula (a não ser naqueles dias de apresentação em grupo que sempre tem um que dá o cano! rs…). Queria que alguém tivesse me falado para aproveitar mais aquelas manhãs debaixo das cobertas quentinhas, pois isso não volta.
Essa foi a minha foto do dia (já estou no quinto dia do projeto 365 fotos!).
Isso porque por mais que eu não tenha feito balé propriamente dito, da forma que gostaria, fiz Ginástica Rítmica, e nossa equipe treinava muita coisa de dança e balé, além de GR. Então tive um contato bem próximo (tanto da beleza das apresentações quanto da dor de treinar e se esticar ao máximo).
Desde que me entendo por gente amo balé. Para ser mais específica: balé clássico. Essas apresentações de balé contemporâneo me irritam um pouco, sempre querendo passar alguma mensagem revolucionária ou idéia camuflada. Balé clássico tem simplesmente a beleza incomparável, sem desculpas. Fico babando mesmo.
De dançar acho que nunca tive aquele dom, mas de assistir… não existe coisa mais linda. O que me deixa triste é que aqui em Curitiba raramente aparece uma boa apresentação de balé clássico. E o clássico não pode ser meia boca, tem que ser bom mesmo – ou não sentimos a magia.
Para inspirar quem também gosta dessa arte, um vídeo com uma apresentação de Romeu e Julieta:
Acho que é minha consciência dizendo que eu tenho que parar de fazer somente coisas que trazem dinheiro e voltar a fazer coisas que simplesmente dão prazer. Estou começando a fazer isso aos poucos… e uma das coisas que mais gosto de fazer é desenhar. Sem pretenção, sem ser projeto de logotipo, personagem ou rascunho de layout.
Desenhar simplesmente o que passa pela cabeça e o que me desperta a criatividade…
Mas voltando ao sonho pesadelo: eu estava andando na rua e vi uma escola de desenho, pequena e apertada. Entrei e perguntei o preço. Não lembro quanto era. Só sei que tinha um velhinho que era o dono da escola e veio falar comigo. Perguntou se eu já desenhava algo e eu disse que sim, nessa hora – como é de se esperar em sonhos – percebi que estava com uma pasta com desenhos meus. Mostrei para o velhinho e ele começou a olhar e apontar milhões de defeitos em todos eles, falando “não, você não sabe desenhar.” Foi triste. No sonho eu chorei.
Acordei pensando nisso: “caramba, preciso voltar a desenhar por desenhar”. Vim correndo ver alguns desenhos nas minhas pastas só para me convencer que eu sei fazer isso mesmo, ao contrário do que o velhinho from hell me disse no meu próprio sonho. Vasculhando meu DeviantArt acho que tudo vai ficar bem, não desenho tão mal assim, ainda há esperança.
Achei lá inclusive um desenho que preciso terminar faz mais de um ano.
E se desenhar está tão fora de órbita, imagina pintar… também tenho uma pasta cheia de rascunhos para telas, um rolo de tela aqui do meu lado pronto para ser pintado, mas quem disse que faço isso?
A última tela que fiz postei aqui no blog. Foi em Outubro do ano passado. =T
A pergunta 38 do Projeto 365 Perguntas diz: qual foi a pior cantada que você já deu ou recebeu?
Bom, eu nunca cantei ninguém, então não houve uma pior cantada de minha parte. Não sou do tipo “mulher moderninha” que acha que tem que ter direitos iguais entre machos e fêmeas. Sou antiquada e acho que o homem é que tem que correr atrás. rs…
Já as cantadas recebidas… essas foram algumas! A maioria das infames são clássicas. Juro que já houvi uma assim:
“Me empresta um cartão?” – “por quê?” – “quero ligar pra minha mãe e dizer que encontrei a nora dos sonhos dela!”
Tem mais, meu nome é Claudia e tinha uma época que meu apelido era “Mel”, pela falta de semelhanças entre os dois nomes eu costumava ouvir bastante comentário assim:
“Seu apelido é Mel por que você é doce como mel?”
Mas essa nem sempre era cantada. Era só um comentário “brilhante” que todo mundo fazia. kkkkk… Aliás, ainda fazem. Não sei porque não passa pela cabeça das pessoas que alguém já fez a piadinha!
Os anos 50/60 parecem ter sido anos interessantes para se viver. Porém, dificilmente eu decidiria voltar ao passado. Gosto muito dos costumes, da liberdade e da tecnologia do presente.
Talvez o futuro seja legal, mas como não tenho certeza se a humanidade vai durar muito, acho que agora é a época certa para eu viver, estou contente com o hoje =D