Acho que esse pessoal que faz música tem algum parafuso a mais, não é possível.
Consigo entender códigos HTML e CSS tranquilamente, mas não consigo entender bulhufas de notas, tons e cifras. Mesmo não entendendo nada técnico sei que tem músicas que são boas (como a maioria das mais atuais) mas tem músicas que são indiscutivelmente maravilhosas.
É o ritmo? É a harmonia? É a voz? É a letra?
Não sei. Só que tem música que eu não consigo escutar sem me impressionar, todas as vezes.
Uma delas é essa da Whitney Houston, I Have Nothing. Alguém me explica como isso pode ser tão cativante:
Take my love, I’ll never ask for too much
Just all that you are and everything that you do
***
Aceite o meu amor, eu nunca vou pedir muito
Somente tudo o que você é e tudo que você faz
Essas paradinhas, essa cantora maravilhosa, essa letra… me impressiono mesmo (alguém não?).
22. Espero ser uma velhinha sábia e fofinha. Daquelas com cabelo branco enrolado em um coque, agulhas de tricô sempre à mão e uma resposta afiada para as perguntas dos jovens sempre na ponta da língua. =)
Olha só eu velhinha!!! rs…
23. Qual é a música que você escuta e te faz relembrar uma época boa?
É incrível, mas eu realmente AMO música. Músicas de quase todos os estilos, todas têm seu charme. Então são muitas, mas muitas mesmo, que marcaram épocas boas. Músicas animadas da época de baladinhas, românticas (uma para cada pretendente… rs… às vezes duas!), e músicas simplesmente inteligentes.
Neste caso não vou comentar de uma música específica que marcou uma época boa, e sim uma que tranforma qualquer momento em um momento bom: What a Wonderful World, Louis Amstrong.
“Eu vejo bebês chorando, e assisto eles crescerem. Eles vão saber muito mais do que eu jamais saberei”
Não é a coisa mais linda do mundo? Eram duas bolinhas de pelo! rs…
Um dia como única lembrança:
Nunca tive um dia específico tão especial para ser minha única lembrança. Achei que seria fácil escolher entre os dias de minha vida, mas não é. Dos marcos “normais” da vida de todos tive o dia que passei no vestibular, o primeiro emprego, a primeira menstruação… rs… mas vou escolher mesmo o dia equivalente ao nascimento de um filho (o que não me aconteceu!): o dia que meus gatinhos vieram filhotes e pequeninos para cá. Foi muito gostoso curtir esse dia com eles.
Um momento como única lembrança:
Um orgasmo! kkkkkkkkkkkk
Uma pessoa:
Escolher só uma é muito difícil. Mas me veio a mente alguém que é muito especial, acho que por ser muito parecida comigo e entender bem o que penso: minha madrasta, Jô.
Estava andando pelo centro de Curitiba nesse inverno de vento gelado – quando a sensação térmica fica bem abaixo de zero – entre um compromisso e outro. Naqueles momentos quando você tem 20 minutinhos, e não sabe muito bem como aproveitá-los. 20 minutos livres no meio de uma correria, de um trânsito caótico de carros e um trânsito caótico de idéias. Às vezes elas [as idéias] parecem só um caos mesmo.
Nesta caminhada passei em frente à um café. Já havia estado ali uma vez ou duas, e por mais que eu seja do tipo “não-tenho-tempo-para-o-café”, o lugar acolhedor me chamou para um momento de férias. Foi um convite silencioso, mas irresistível, e resolvi entrar.
Neste momento, em Curitiba [pelo menos sob o meu olhar], em meio à frieza do clima e dos rostos, naquele horário em que não está claro nem escuro, tudo pareceu rodar um pouco em câmera lenta.
Sentei naquela poltrona de canto e aproveitei o clima não tão frio de dentro do café. Não tinha música ambiente, embora eu pudesse escutar ao longe algumas notas da trilha sonora de Amélie Poulain [certamente vindo de minha imaginação]. O som ambiente era de conversas, máquinas de cartões de crédito, algumas buzinas ao longe e carros, muitos carros, passando em frente.
Com a desculpa de comemorar um novo emprego, resolvi liberar um pouco a mente dos pensamentos que correm loucos dentro dessa minha cabeça. Como este trabalho veio a calhar bem no momento que eu estava prestes a sair da outra empresa, eu não tive sequer um dia de férias. Sonhei em pegar pelo menos alguns dias só para limpar a mente. Mas acho que alguns dias não seriam tão eficazes quanto aqueles 20 minutos.
Pedi um café nem muito forte nem muito fraco – isso foi exatamente o que eu disse para a atendente – com um belo creme por cima, além de uma fatia de torta de morango com chocolate.
Os homens provavelmente nunca vão entender o prazer e a satisfação que é fazer isso. Será que eles imaginam a felicidade que traz às mulheres um café [com creme, para que não fique amargo] e uma fatia de algo feito basicamente de açúcar?
Bom, certamente, para os nutricionistas, essa combinação não faz bem algum. Mas para minha saúde mental foi um santo remédio. Depois de tanto tempo cuidando de minha saúde e de minha estética seguindo regras que eu mesma criei, tenho todo o direito de violá-las.
Como raramente acontece, eu realmente não estava mais pensando no trabalho, nos problemas, no clima, na dificuldade, na falta de ética, na incompetência humana, nos planos, nos compromissos… eu estava pensando: “eu me sinto bem assim”.
Olhei o relógio, e já um pouco atrasada para o próximo compromisso, fui pagar. Uma quantia insignificante, que foi embora da conta como um peso que fugiu das minhas costas.
Ao sair pela porta e encarando o clima e os rostos frios novamente, pensei sobre aquele momento e como deveira escrever isso antes que se perdesse no tempo e no espaço de meus pensamentos ligeiros. Realmente. Esses pensamentos logo voltaram e tomaram o lugar daquela sensação momentânea indefinida. Mas houve tempo para escrever.
Bom, eu dou aulas de Design Gráfico e Edição Fotográfica então diria que é isso… rs… Photoshop é o mais requisitado então é no quê tenho mais experiência, então provavelmente é o que eu mais sei ensinar! =P
O que você mais precisa aprender?
A grudar em um objetivo e não soltar dele. Tenho mania de no meio do caminho criar outros objetivos e tornar isso uma bola de neve de objetivos meio-cumpridos. Talvez isso seja bom, mas ainda não tenho certeza rs… acho legal quando mudo de idéia para algo que aparentemente é melhor ainda. xD
Você já teve a curiosidade de ver a cena do filme “O pecado mora ao lado”, de Marylin Monroe, quando o vento do metrô levanta seu vestido?
Pois é, sempre nos contentamos com a foto né? Porém, depois que vi uma propaganda de um festival de filmes da Marilyn (acho que ano passado) fiquei super curiosa para ver a tal cena. Na propaganda só passava ela falando algo como: “Olha o metrô passando! Não é delicioso?!”…
Charmosa como sempre, Marilyn conseguiu deixar essa cena marcada na mente de todas as pessoas. Esses dias passeando pelo YouTube lembrei de procurar, e aqui está:
É claro que tenho muitos planos para o tempo que acho que vou ficar por aqui, mas como planos são muito – muito mesmo – suscetíveis à mudanças eu vou falar o que já tento fazer para uma boa passagem nesse planeta:
Easy going – um estilo de vida para aguentar a correria do cotidiano. Mais fotos no meu Flickr.
- Viver em harmonia com os outros seres humanos. Sim, me esforço para isso. Tento exercitar a empatia.
- Não fazer coisas inúteis que atrapalhem o mundo e os outros (as inúteis que não atrapalham tudo bem rs…)
- Pensar sempre mais e além. Não quero viver só indo com a correnteza.
- Viver tranquilamente, com calma, cada dia na sua vez. Sempre buscando alegria nesses dias.
Só conhecer não me faria muita diferença, mas eu queria muito poder sentar e bater um papo com a Frida Kahlo, uma pessoa que parecia ter uma mente muito, mas muito além do regular da sua época. Na realidade, acho que ela ainda estaria à frente da época de hoje também. Admiro muito, mas muito mesmo, esta artista – e não só pela sua arte, mas pela própria vida pessoal dela.
Os quadros dela são tão fortes que vai além da tristeza/depressão. Muito além. O que você sente?
Se pudesse escolher mais um com certeza seria Bertolt Brecht, um cara que tinha idéias – literalmente – revolucionárias. Seria um prazer enorme conhecer o escritor.
Abaixo um dos poemas que mais gosto dele, chamado: “Aos que virão depois de nós“.
Aos que virão depois de nós.
I
Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?
É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)
Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.
Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo
e sem medo passar o tempo que se tem para
viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!
Mas eu não consigo agir assim.
É verdade, eu vivo em tempos sombrios!
II
Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo
da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção
e não tive paciência com a natureza.
Assim se passou o tempo
que me foi dado viver sobre a terra.
III
Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.
Não sei qual é a magia de se ter um bichano. Eles dão trabalho, vivem uma vida facinha se divertindo e comendo às nossas custas… e continuamos com eles!
Para mim o motivo de ter dois gatinhos é que eles são uma alegria depois de um dia farto de "humanos, demasiado humanos"… são inocentes, fazem carinhas fofas. Pulam e se esfregam e você, fazem palhaçada e não estão "nem aí". Gosto dessa falta de humanidade dos animaizinhos de estimação (e dos outros, por que não?). E eles gostam do fato de eu dar comida e água, ser quentinha e dar brinquedos.
Realmente é uma relação super saudável e simples fadada ao sucesso!
Um provável dono de gato, Simon Tofield, fez dois vídeos engraçados e simpáticos sobre esses safadinhos… vale a pena assistir, são muito fofos. Embora só vai entender mesmo quem já teve ou tem gatinhos!!! Eu não canso de assistir e morro de dar risada!
Lembrando que o primeiro vídeo até ganhou um prêmio no Britsh Animation Awards. Merecido. Até o cenário foi feito impecável (cama arranhada, ratinhos e brinquedos pelo chão, etc… nas devidas proporções meu quarto se encontra em uma situação parecida! rs…).